Transição Alimentar: Quando fazê-la e por onde começar?

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A fonoaudiologia é a ciência que estuda todos os aspectos relacionados à

comunicação humana, entre eles o escutar, a voz, a fala (articulação dos sons, velocidade

da fala), a linguagem oral, a leitura e a escrita.

O fonoaudiólogo trata também das dificuldades de alimentação, como sugar, mastigar e engolir (deglutição); da forma como essas funções orais são coordenadas com a respiração; e das estruturas orofaciais (cavidade oral, musculatura da face e da boca).


O ato de sugar contribui para o crescimento e desenvolvimento das estruturas

orofaciais, e o leite materno protege o bebê de doenças e infecções – no caso dos bebês

com síndrome de Down, eles têm maior propensão a infecções. Mas para que este

aleitamento possa ocorrer de forma eficiente, é preciso atenção especial.


Por conta da hipotonia muscular (que deixam o bebê mais “molinho”), os bebês costumam apresentar dificuldade de sucção, deglutição e coordenação dessas funções com a respiração, e muitas mães não estão preparadas para estas dificuldades.


O fonoaudiólogo pode contribuir para ajudar a mãe a encontrar a melhor forma de amamentar seu bebê. A intervenção fonoaudiólogica precoce começa seu trabalho justamente trabalhando a musculatura da face necessária para que o processo de sugar e engolir aconteça corretamente, e posteriormente a mastigação, trazendo resultados surpreendentes para essas crianças.

A transição alimentar deve, se possível, ser iniciada a partir do sexto mês de vida e a evolução das consistências ocorre gradativamente, de acordo com a realidade de cada criança e suas famílias. Até o sexto mês, o aleitamento materno exclusivo deve ser

estimulado ao máximo. Apenas nas situações em que ele realmente não é possível, o

pediatra, nutrólogo ou nutricionista prescreve fórmulas que atendam às necessidades de

cada fase.


O processo de transição alimentar deve ser feita com muita atenção, carinho e cuidado,

principalmente, no que diz respeito aos aspectos nutricionais, desenvolvimento do paladar e

estímulo à mastigação. O uso do liquidificador deve ser evitado, priorizando alimentos

amassados com um garfo para que a criança não se acostume a papinhas muito trituradas,

o que ajuda a evitar dificuldades de mastigação e deglutição no futuro. O profissional

fonoaudiólogo pode ajudar na escolha dos alimentos e colheres, favorecendo um

desenvolvimento das estruturas orofaciais, contribuindo para o fortalecimento muscular.

Além da consistência, a forma como a criança é posicionada também influenciará no

seu desempenho durante as refeições. A postura adequada conta com cabeça e tronco alinhados, membros inferiores apoiados e membros superiores livres para que a criança crie

possibilidades e novas experiências durante a alimentação. O alinhamento adequado do

corpo faz com que a musculatura da língua, lábios e bochechas desempenhem o seu papel

na hora da preensão e mastigação correta dos alimentos.


Para que as musculaturas peri e intra oral funcionem de maneira adequada, a

estimulação precoce tanto da Fisioterapia quanto da Fonoaudiologia são de extrema

importância no caso das crianças com T21. Este funcionamento adequado permitirá que a

movimentação oral aconteça, dando suporte para futuros movimentos mastigatórios.


Sem a ajuda deste profissional pode ser difícil lidar com esta dificuldade e

compreender esse processo, mas esse não é o único motivo para apostar na estimulação

precoce de fonoaudiologia em bebês com síndrome de down. Crianças que começam a

estimulação cedo, de preferência bebês, têm resultados melhores em relação às que

começaram mais tarde.


Para que a vida desses indivíduos possa seguir seu curso e alcançar o sucesso,

apesar das dificuldades, é importante que a família procure o acompanhamento adequado e

visite todas as especialidades que possam oferecer melhorias para o desenvolvimento da

pessoa, e isso será muito melhor aproveitado se começar ainda bebê.


Ana Paula Nizar Denti

Fonoaudióloga

CRFa 3-8713


Fonte: Guia do bebê com Síndrome de Down – Dr. Zan Mustacchi

Fonte: A importância da alimentação para quem tem Síndrome de Down. Pediatria Up. Dra.

Anna Dominguez Bohn.

Fonte: A Síndrome de Down e estimulação precoce de fonoaudiologia. AlphaFono- Clínica

de fonoaudiologia e psicopedagogia.

Fonte: Alimentação e Saúde na T21- Elo 21. Receitas Funcionais e Transição

Descomplicada.