Sexualidade e síndrome de Down

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito (relação sexual) e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas, e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada um direito humano básico."


Falar de sexualidade em nossa sociedade ainda é um tabu e isso aumenta quando relacionado com a pessoa com deficiência. A realidade é que independente de ser confortável ou não, a sexualidade faz parte de todo ser humano e negar esse fato não faz com que ela não exista.


Pessoas com deficiência são sexuadas. Possuem desejos, sentimentos e é natural querer demonstrá-lo. Você já se imaginou numa realidade onde suas vontades, desejos e sentimentos não pudessem ser manifestos? Validar as emoções, não reprimir sentimentos e criar um ambiente de confiança onde é possível se expressar inclusive sobre a sexualidade é muito importante.


O medo dos pais é natural e compreensível: Como fazer? Como orientar? O que dizer? O medo pode fazer muitas famílias negarem qualquer manifestação de sexualidade o que é muito prejudicial. Esse medo pode ser vencido com informação e orientação adequada.


Uma outra questão que não podemos deixar de falar é sobre os “Mitos” que ainda existem em torno da pessoa com Síndrome de Down e Deficiência Intelectual:


“Sexualidade Mais Aflorada” – Embora alterações hormonais sejam comuns e características na Síndrome de Down, isso não faz eles com mais ou menos desejo. O que pode acontecer é justamente pela falta de orientação a pessoa não saber como se comportar quando sente alguma vontade.



“Eterna Criança” – A pessoa com deficiência não é uma eterna criança e não deve ser tratada como. Seu corpo muda, seus hormônios também e infantilizar essa pessoa só dificulta ainda mais a situação. Trate, vista e dê informações de acordo com a idade cronológica.


“Não consegue fazer nada sozinho” – Desde pequena a prioridade deve ser o estímulo da independência, autonomia e apoio para participar da comunidade. Nunca faça algo que já é possível sozinho. Aperfeiçoe dificuldades e ressalte as potencialidades


“Não entendem ou Não sentem” – Como já falamos, isso não é verdade. Um mito que precisa ser quebrado. A pessoa com deficiência tem opinião, sentimentos e entende. Precisamos muitas vezes é avaliar a forma como estamos instruindo. Será que é a forma que ela entende?


4 Dicas que podem ajudar:

1. Diálogo – Esse ainda é o melhor caminho para vencer o mito, a falta de informação e as dificuldades que podem surgir relacionado com a sexualidade. Converse com seu filho, tire dúvidas e crie um ambiente onde esse assunto possa ser falado sem receios.

2. Falar de forma clara e objetiva – Muitas vezes o que achamos que é a pessoa com deficiência não entende é a nossa dificuldade em falar e se fazer entender. Se for preciso use vídeos, figuras e tenha a certeza que a mensagem foi passada e compreendida.

3. Explicar as partes do Corpo – Pode ser feito desde a infância durante o banho, troca de roupa. Use os nomes universais: pênis, vagina. Aproveite para instruir quem pode tocar.

4. Regras Sociais – Ensine sobre comportamento em cada ambiente e com cada pessoa. Use exemplos reais de pode não pode, a diferença entre ambientes públicos e privados.

5. Se necessário, procure ajuda profissional - Não tenha receios caso precise buscar ajuda profissional.

Roberta C. de Sousa

Psicóloga

CRP-12/12705

Rua Margarida Waldrich, 230 Velha, Blumenau, SC - CEP 89042-160  |   (47) 3237-4729

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